7 de jun de 2008

Contos do Véio


A vida é encarada de forma diferente por cada um. E nossa Irmandade desde cedo já possuía um jeito “diferente” de fazer isso.

No auge do ensino médio, o chamado terceirão, quando éramos os senhores da escola (Terceirão é o poder), ainda conservávamos grandes resquícios de nossa infância.
Uma noite de sexta-feira com clima ameno. Um ótimo dia para sair e curtir uma balada. Mas não estamos falando de pessoas normais. Vamos rever este texto:
Uma noite de sexta-feira com clima ameno. Um ótimo dia para... brincar de esconde-esconde (sem sacanagem nessa parte do texto caras pessoas com mente poluída).
Isso mesmo, nós, no auge de nosso poder, nos reuníamos para fazer uma janta com rachide (rachide = compra tudo, divide e cada um paga um pouco) e posteriormente, brincar de esconde-esconde nas ruas perigosas (?!) e desertas (?!) de nossa cidade.
Vamos à lista das pessoas envolvidas, respectivamente com suas características:
Irmão Fabiano (também conhecido como branca de neve ou albino).
Irmão Daluz (vulgo lobisomen e detentor do titulo: o senhor do fogo).
Irmão Rossoni (esse que vos escreve, digno de uma beleza, humildade e modéstia incríveis... OK, vamos à realidade. Conhecido por bassora, senhor do guspe e três-três-três).
Irmão Edinho (possui uma anomalia genética no dedo da mão conhecido como Pai-de-Todos – fica perto do mata-piolho - o que o fez sofrer abusos sexuais durante sua infância).
Irmão Colpani (Nanico, Narigudo, Toquinho de amarrar bode, Anamias, Rômilo, etc).
Irmão Eder (O cara que faz a barba desde os 6 anos).
Existiam mais pessoas, mas devido a processos que porventura podem vir pro nosso lado, não os citarei.
Após a janta na casa da Vó do Irmão Colpani, decidimos ir brincar de esconde-esconde. A regra que sempre valia era a de que não poderiamos dar a volta na quadra (o que nem sempre acontecia).
Iniciada a contagem, cada um saía correndo para tudo que é lado. O irmão Daluz era especialista em entrar em cabines telefônicas (o chamado orelhão). Não sei como o cara cabia dentro daquilo, mas sempre dava certo. Acho que se prendia com os pêlos nas laterais.
As horas foram passando; já era madrugada. O pique ainda era total. Quase uma e meia da manhã e nenhuma intenção de parar.
Nova contagem. O irmão Eder sai correndo e se depara com uma caçamba de disque-entulho. Se abaixa atrás da mesma e espera a contagem terminar.
Passado algum tempo, o silencio era total. Eis que então o irmão Eder escuta algo se aproximando. O som torna-se mais próximo e então uma sirene toca rápida e repentinamente.
Parado ao lado do irmão Eder encontrava-se uma viatura da policia militar. O irmão Eder que na época possuía uma barba espessa fica parado sem reação.
O Policial diz:
_O rapaz! O que está fazendo?
O irmão Eder com a voz falha:
_Estou brincando de esconde-esconde.
Silêncio.
O policial imite algum leve ruído. Sua cara está perplexa, confusa.
_Ok, mas tenha cuidado.
_Sim senhor.
O carro vai embora.
Depois de algum tempo, o irmão Eder voltou e nos contou o ocorrido. Até hoje não sabemos se o policial acreditou na historia de um cara barbado, abaixado atrás de um disque-entulho, de madrugada, brincando de esconde-esconde, ou se achou tão absurda a resposta que decidiu deixar passar.
O que viemos descobrir somente no outro dia, era que um banco do centro havia sido assaltado e o Eder com sua “incrível” sinceridade, se livrou de ser suspeito.

9 comentários:

Irmão Fabiano disse...

Excelente história! Vou criar uma categoria só para os "contos do véio".

Anônimo disse...

tesao :D

Anônimo disse...

História bem simpática. Gostei de ler.

[]s
Nuno.

Anônimo disse...

kkkkkkkkkkkkkkkk

me fez lembrar do meu amigo Douglas, que também faz a barba desde os 6 anos e os cabelos da cabeça são emendados com o resto de todo o corpo.

Irmão Rossoni disse...

Valew pessoal.
Vou tentar, ao longo dos tempos, recriar um pouco das aventuras e peripécias vividas por esta Irmandade.

Anônimo disse...

Divertido.
Realmente gostei.

Irmão Colpani disse...

Foram duas agências bancárias assaltadas naquela noite em Toledo.

Jonas Henrique Metal Bass disse...

Fatos verídicos da nossa sociedade insana!!

Anônimo disse...

uhuul gostei da istoriia ;}